O guia do vale

O que fazer no Vale do Bom Jardim

Cachoeiras sem fila, cavalgada no fim da tarde, queijo de cabra direto do produtor, azeite de oliveiras da serra e uma adega subterrânea escavada na montanha. Este é o guia de quem vive aqui.

O Vale do Bom Jardim é o segredo que fica no meio do caminho. Quem sobe a serra para Monte Verde passa pela entrada do bairro sem saber que ali dentro há cachoeiras de acesso fácil, restaurantes de fazenda, criadores de cabra, um olival que produz azeite a 1.400 metros de altitude e uma adega subterrânea com vinhos catalães. É um bairro rural de Camanducaia (MG), espremido entre dois destinos famosos, Monte Verde e Gonçalves, e é exatamente essa posição que faz dele uma base tão boa: você dorme no silêncio e escolhe, a cada dia, para que lado da serra ir.

Este guia é o roteiro narrativo da região. Para a lista completa de endereços com telefone, Instagram e mapa (são mais de 60), use o nosso diretório de Dicas do Vale.

Comece pela água: as cachoeiras


A primeira cachoeira do roteiro nem exige carro: quem se hospeda no Refúgio do Leão tem uma queda privativa dentro da propriedade, com poço natural para banho, no fim de trilhas curtas pela mata (chave na recepção, das 6h às 17h). Para quem quer conhecer mais, o vale oferece as extras: a Cachoeira e Mirante do Bom Jardim, a uns 8 minutos da porteira, com um mirante que mostra o vale de cima; a Campo da Onça, um pouco além, sem trilha pesada; e quedas dentro de propriedades que valem a visita paga, como a da Fazenda Esperança, uma fazenda de 1882 com moinho e museu de ferramentas, e a da Cantina da Dona Celina, onde o banho vem depois da massa artesanal.

Escrevemos um guia só disso, com tempos de carro reais e o que levar: Cachoeiras do Vale do Bom Jardim.

A serra em movimento: cavalo, quadriciclo e trilha


O vale é território de cavalo. A Horseland, praticamente vizinha da pousada, faz passeios e aulas de montaria para iniciantes, além de arco e flecha; a Montanha Home leva a cavalgada para as montanhas; e o Sítio Vale do Girassol ensina manejo e montaria para adultos e crianças. Quem prefere motor tem pelo menos quatro operações de quadriciclo no vale, da Villa Adventure à Bom Jardim Aventura.

A pé, a Araukaria Brazil organiza piqueniques e trilhas ecológicas que sobem a 1.580 metros, com vista para as montanhas de Monte Verde. E para uma experiência mais quieta, a Dásos conduz banhos de floresta: uma caminhada sensorial e sem pressa pela mata, com agendamento.

Fazendas e produtores: queijo, azeite e falcões


É a parte do vale que mais surpreende quem vem "só para descansar". Na Toca do Sauá, o passeio termina em queijo de cabra, geleia, mel e própolis da propriedade. A Fazenda Pica Pau cultiva oliveiras na serra e recebe para passeio no olival com degustação de azeites. A Fazenda Esperança serve buffet de comida local na sede histórica. E a Escola de Falcoaria faz interação assistida com aves de rapina, um programa que crianças não esquecem.

A adega subterrânea (o programa que só o vale tem)


Dentro do Refúgio do Leão existe uma adega escavada na montanha, onde descansam rótulos que trouxemos do Alt Empordà, na Catalunha. Os formatos de visita vão da apresentação livre do espaço à degustação guiada com harmonização, abertos também a quem não está hospedado; as garrafas são vendidas na visita (não vendemos online). A programação em vigor, com dias, horários e valores, está sempre atualizada na página da Adega do Leão.

Onde comer no vale


Ninguém precisa descer a serra para comer bem. No próprio bairro estão a Quinta do Rio, que serve truta criada ali mesmo, com opções vegetarianas e veganas; a Casa Velha, de cozinha mineira com tutu e truta; o Cantinho do Peta, que mistura cozinha alemã e mineira; e a Cantina da Dona Celina, de massas artesanais e fondue com cachoeira no quintal. Para pizza, a Arvorecer assa napolitanas de longa fermentação em forno a lenha a 350 metros da pousada. De tarde, o Café Encantado e a sorveteria Pôr do Sol dão conta do café e do doce.

Os telefones, distâncias e Instagram de todos estão nas Dicas do Vale.

E quando bater vontade de vila: Monte Verde e Gonçalves


Monte Verde fica a cerca de meia hora de carro: fondue, cervejaria, chocolateria, pista de patinação no gelo e o comércio da avenida. Bom para um dia de passeio ou um jantar, principalmente nos dias de chuva e à noite. Gonçalves, do outro lado, é mais rural e silenciosa, com clima de roça sofisticada. Se está em dúvida sobre onde se hospedar, escrevemos uma comparação honesta: Monte Verde, Gonçalves ou Vale do Bom Jardim?

Perguntas frequentes


Onde fica o Vale do Bom Jardim?
O Vale do Bom Jardim é um bairro rural de Camanducaia, no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, no caminho entre Monte Verde e Gonçalves, a cerca de 1.400 metros de altitude.
Quanto tempo do Vale do Bom Jardim até Monte Verde?
Cerca de 25 a 30 minutos de carro por estrada de serra. Dá para jantar em Monte Verde e voltar a dormir no silêncio do vale.
Precisa de carro para conhecer o vale?
Sim, o ideal é carro próprio ou alugado. As atrações ficam espalhadas por estradas rurais e não há transporte público na região. Carro comum dá conta na maior parte do ano.
Quantos dias reservar para a região?
Dois ou três dias cobrem bem o vale: um para cachoeiras e restaurantes locais, um para fazendas e passeios a cavalo ou quadriciclo, e meio dia para a degustação na adega. Quem quiser incluir Monte Verde soma mais um dia.
Quer viver o vale de dentro? O Refúgio do Leão tem chalés na mata, um casarão, spa de uso exclusivo e a adega subterrânea. Veja os chalés e suítes disponíveis para as suas datas ou fale com o concierge.